A mostra “Costela de Notiomastodon platensis” foi aberta ao público em setembro de 2016 e realizada com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG). Os temas abordados são referentes ao proboscídeo N. platensis; o Grande Intercâmbio Biótico Americano; e as prováveis causas da extinção da megafauna pleistocênica Sul-americana, destacando os possíveis efeitos da influência humana.
O objetivo da mostra é apresentar uma costela com marcas de corte de Notiomastodon platensis, um proboscídeo Sul-americano já extinto. Acredita-se que essas marcas tenham sido feitas por hominídeos pré-históricos, por isso, a descoberta deve contribuir para o entendimento da sua paleoecologia no Centro-Oeste. O achado é o primeiro a trazer evidências de uma possível relação de caça e predação exercida pelo Homo sapiens sobre a megafauna da região e, por esse motivo, pode ser considerado um dos mais importantes fósseis oriundos da megafauna pleistocênica Sul-americana.
A costela foi encontrada no estado de Goiás e doada ao Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás pelo ex-diretor da mesma instituição, Acary de Passos Oliveira, e permaneceu esquecida por cerca de 50 anos. Atualmente, está sendo estudada pela equipe do Laboratório de Paleontologia e Evolução do Curso de Geologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia, Campus Aparecida de Goiânia/Universidade Federal de Goiás, em associação com pesquisadores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e uma pós-doutoranda do programa de pós-graduação em geologia da Universidade Federal de Pernambuco.
O ambiente onde viveram estes animais é apresentado através de imagens que ilustram o perfil da vegetação do paleocerrado e dois proboscídeos pastando; assim como as informações sobre o Grande Intercâmbio Biótico Americano; os dados sobre o grupo (história de vida, características e ecologia); as hipóteses mais comentadas sobre a causa da sua extinção; e a representação do descarne de um destes proboscídeos por hominídeos do Centro-Oeste.
No que se refere aos recursos expográficos, didáticos e museográficos, a exposição foi organizada em uma sala da seguinte forma: I) banners: proboscídeos pastando; o Grande Intercâmbio Biótico Americano; história evolutiva dos proboscídeos N. platensis; principais causas da extinção da megafauna pleistocênica Sul-americana; descarne de um N. platensis realizado por hominídeos; equipe organizadora da mostra “costela de N. platensis”; e II) outro: o fóssil sobre uma mesa no centro da sala.
Desta forma, convidamos a tod@s para visitarem a mostra “Costela de Notiomastodon platensis”.
Professor Carlos Roberto dos Anjos Candeiro
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq Hugo Bampi
Curso de Geologia/UFG
(Curadores)
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